terça-feira, 22 de abril de 2014

Espinhos e Rosas

Hoje não fui para a escola porque fomos ao Office do Social Secury requerer meu número de seguro social para com ele conseguir meu plano de Saúde. Meu Green Card chegou ontem e nao podemzos perder tempo, pois mais do que nunca, no meu caso tempo e muito dinheiro. as contas do meu tratamento estao chegando e sao muito altas. Cada consulta custa trezentos ou quatrocentos dólares. Uma pequena anestesia, dois mil dólares.  Um absurdo. Quanto mais cedo tiver o meu seguro, melhor. A tarde a Ju esteve aqui para almoçar com a gente e trouxe os presentes que a Amanda enviou. Chocolates, havaiana e camisetas do Brasil. a Andreia trabalhou em casa e fomos na yoga na hora doalmoço  e na aula de Zumba as seis e meia. Quando saimos da Zumba, fomos ao mercado comprar peixe para o almoco na quarta feira. Não estamos comendo cem por cento vegetariano, mas diminuimos  muito o consumo de carnes.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dias ruins, outros nem tanto assim...


  1. Terça feira,  14 de abril. Acordei bem, consegui ir pra a escola e aproveitar bem a aula. A professora pediu para todos lerem a redação que havíamos feito na aula passada, mas eu não quis ler a minha. Escrevi sobre a minha doença e fiquei com medo de chorar na hora da leitura. Então eu pedi para ler na próxima aula. Queria escrever algo mais alegre. A professora já havia lido a minha redação e disse que se eu quisesse ela faria a leitura para a classe no dia seguinte. Eu disse yes, mas fiquei aliviada por ter uma consulta marcada e não precisar ir para a escola naquele dia. Cheguei em casa quase duas da tarde, vim de carona com Ruth e seu amigo. almocei e fui descansar um pouco. Acordei as quatro com um pouco de náuseas e diarréia. Tomei um chá, limpei a cozinha e fui caminhar um pouco. Estava uma linda tarde, e eu adoro caminhar pela redondeza, sentir o vento leve no rosto, obsevar os pássaros e as flores que vem chegando para enfeitar a paisagem da primavera. Não pude demorar muito na rua porque a diarréia persistia. Na madrugada, acordei com fortes dores no corpo e no estômago. Não quis chamar a Andréia para não assusta-la. Tomei um e esperei amanhecer. Como tinha consulta neste dia, achei melhor esperar. As sete horas desci para tomar café. A Andreia e o Justin ficaram preocupados porque eu mal conseguia ficar de pé. O Justim começou a verificar a pressão, febre, glicose e batimentos cardíacos. A Andreia preparou um suco verde. O suco fez com eu me sentisse melhor e pudesse esperar até às dez horas, quando tínhamos que ir mesmo para a consulta com a doutora Dipika. (0ncologista).  Passamos na assistente social para falar sobre as contas médicas e remédios. Ela prometeu ajudar em algumas coisas. Depois fui a uma reunião de grupo com pessoas que tem ou tiveram câncer de mama. Ouvi algumas histórias e sugestões com atenção e fiz algumas perguntas utilizando a intérprete que estava comigo. Na consulta ouvimos da Dr. Que o tumor havia diminuído e ficamos muito feliz. Mais tarde fomos almoçar, caminhar um pouco e tomar uma medicação que durou uma hora e meia. Recebi no hospital a visita da Marcia e do Jorge que me deu de presente um tigrinho de pelúcia. Eu adorei. A tarda Ju veio me ver e dar uma força para a Andréia. Conversamos e rimos muito. E assim se passaram mais dois dias de luta, e eu agradeci a Deus por ter amigos e familiares para cuidar de mim.

Nem sempre estarei bem!

Hoje acordei bem enjoada e sentindo as pernas fracas e doloridas. Gostaria de estar para ir para a escola e seguir minhas atividades normais, mas sei que nem sempre vai ser possível. Tomei uma injeção para acelerar a produção de glóbulos brancos e como me alertaram que eu poderia sentir dores nos ossos, eu assim estava sentindo. Também passei a sentir náusea e dor  de cabeça. Tomei alguns medicamentos, conversei com algumas pessoas, chorei um pouco,e agora estou me sentindo melhor. Poder contar com a família e amigos tem sido de grande ajuda para mim. Ontem recebemos a visita de um amigo médico, que me trouxe frutas, carinho e conforto. A noite esteve aqui, meus primos Liliam , Leandro e companhia. Jantamos, jogamos baralho e rimos um pouco. Tive algumas noticias desagradáveis a respeito de meus familiares no Brasil também, o que me deixa um pouco triste, mas me reforça que os problemas fazem parte da nossa vida e que so o que nos resta e enfrenta los da melhor maneira possível.  Vou ver se consigo comer algo agora, e depois tentar caminhar um pouco.

sábado, 12 de abril de 2014

Como se fosse limonada!

Na quinta feira passada iniciei minha sessões de quimioterapia. Nao tive nenhuma reação a principio. Ficamos em uma sala bem equipada, com cadeira que aquece e se movimenta para seu melhor conforto. Estavam comigo a intérprete, minha filha Andreia e meu amigo jorge por um bom espaço de tempo. Ficamos conversando o tempo todo que nem vimos o tempo passar. Entre preparação e aplicação dos medicamentos, ficamos quase sete horas no hospital.  Devo me considerar uma pessoa de sorte por estar rodeadas de pessoas dedicadas que se preocupam e cuidam de mim. O hospital e bem estruturado e as pessoas que trabalham nele sao muito atenciosas e gentis. Recebi também a visita de várias pessoas de diferentes associações de apoio aos doentes de câncer. Me presentearam com vários presentes, coisas que eu certamente usarei durante o tratamento, e me confortaram com depoimentos e palavras de encorajamento. Eu sai do hospital animada, torcendo para que eu continue a tomar essas drogas como se estivesse tomando limonada.

Quiomio X Tratamento Alternativo

Estava na escola com meu ipad ligado no dicionário, mas também conectado no facebook. De repente as mensagens começam surgir sem parar. Eram  minhas filhas discutindo via grupo de bate papo, sobre as diferentes formas de tratar um câncer. Amanda a caçula ,estudante de veterinária, do quarto ano, acredita no poder das drogas utilizadas para deter a doença. Sabe dos riscos que correm os usuários da quiomioterapia, mas acha que na minha situação ela e necessária. Andreia esta toda empenhada em estudos sobre vários tipos de cura, e acredita que uma terapia alternativa, sem uso de quiomioterapia poderia vir a ser eficaz. Estamos confusas com asituação a situação. Sao muitas opinioes, muitas hipoteses, mas o caso e grave e nao podemos esperar mais. Optamos pela quiomiterapia e decidimos nos colocar nas maos dos medicos e de Deus.
Existem muitos métodos alternatativos comprovados cientificamente capazes de curar doenças graves. Eu lógico que preferiria utilizar um tratamento menos agressivo. Mas as dificuldades e o alto custo para aderir este tratamento me obrigam a apelar para o tratamento hospitalar. Também tenho o agravante da diabetes, que me impede de ingerir os alimentos adequados para a cura do câncer por meio de alimentos. O que e indicado nesta terapia. O ideal seria me internar em uma clinica e fazer o tratamento a risca. seria arriscado fazer o tratamento em casa. Porque correria o risco de não ter o efeito desejado. então eu não estaria sendo beneficiada com nenhum tratamento e o câncer , que se encontra no estágio três, poderia se agravar, espalhando se pelo resto do corpo e dificultando ainda mais a cura.

terça-feira, 8 de abril de 2014

De volta a realidade

Depois  de passar um fim de samana maravilhoso em Charleston, estamos de volta a realidade. Esta semana promete ser longa. Na quinta feira vou começar a fazer quimioterapia. Ontem tivemos que ir ao hospital para uma orientação sobre os seus efeitos. Tive vontade de sair correndo e não voltar nunca mais aquele lugar. Mas a enfermeira foi muito simpatica, nos tranquilizou dizendo que aqueles afeitos acontecem em apenas trinta por cento dos pacientes. Espero estar entre os setenta por cento que sofrem menos... Rsrsrs. O lugar até que e agradável. Limpo , bem arejado, um pessoal muito atencioso. A primeira sessão vai durar seis horas, porque antes tenho que fazer uma preparação com   medicamentos para evitar efeitos colaterais   e exame de sangue para contagem de plaquetas sanguíneas. A enfermeira explicou que é esperado que as plaquetas diminuam, porque as drogas matam também as celulas  boas. Mas se elas diminuerem demasiadamente, o tratamento terá que sofrer modificações.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Quanto tempo tenho de vida ainda, Doutor?

Esta é uma das perguntas mais idiotas que alguém é capaz de fazer. Mas era a que tinha em mente quando me dirigia ao hospital em busca do resultado das tomografias de órgãos e ossos que fiz para saber se a doença havia se espalhado pelo resto do corpo, ou não. Ninguém pode  determinar nosso tempo de vida.  Existem pessoas que são desenganadas por médicos e vivem muitos anos mais. Outras gozam de plena saúde e morrem de repente , em acidentes ou vítimas de violência. Não sei porquê, mas quando recebi a notícia de que estava com câncer, a primeira coisa que me veio em mente foi a idéia de que iria morrer em breve, mas depois fui me acostumando com a idéia,fui vendo que não sou a única que sofre deste mal,estudando as diversas formas de tratamento e cura.